O pensamento capitalista se opõe ao pensamento ambiental
Olá, caro leitor! Temos comentado aqui diversos assuntos sobre o mundo das desentupidoras, sobre sustentabilidade e sobre a vida urbana. Mas hoje, vamos falar sobre capitalismo e ambientalismo. Vamos refletir sobre como os dois tipos de pensamentos divergem.
Nossa reflexão parte do princípio do que seria um capitalista puro e um ambientalista puro, isto é, sem outras influências.
Basicamente, tudo o que um capitalista deseja é a obtenção do lucro. Já o ambientalista, se preocupa com o bem-estar da natureza.
O lucro é a expressão máxima do poder. Para o capitalista, o lucro o mantém na linha de frente do resto da população porque lhe confere uma série de benefícios que o tornam mais articulado, mais forte (até militarmente falando), mais otimizado e, em última análise, lhe fornece uma posição dominante.
O bem-estar da natureza é a essência de um ambientalista porque, para ele, tudo está interligado. O que ocorre a uma determinada espécie hoje, fatalmente, ocorrerá a todas as outras num futuro não muito longiquo.
A educação ambiental e a educação capitalista
Não é de se admirar que, numa escola que privilegia o pensamento capitalista, os alunos sejam educados para que todas as suas ações sejam um meio para obter o tão desejado lucro, não importando se, para isso, ele precise captar os recursos naturais como se eles fossem realmente seus.
Para o ambientalista, a natureza possui um certo status de “sagrado”. A vida natural, para ele, precisa ser respeitada e preservada. A obtenção do lucro não pode prevalecer sobre a vida. Da natureza, deve ser retirado apenas aquilo que servirá para o sustento e nunca para a obtenção de poder.
O capitalista, no entanto, trata a natureza como um “segundo elemento”. Sim, porque antes da natureza vem o lucro. Por isso, os recursos naturais lhes são preciosos e, por vezes, o que é natural pode ser tratado como mero objeto a serviço do progresso.
Para o ambientalista, os recursos naturais chegam a ser sagrados. Para o capitalista, os mesmos recursos naturais são algo que pode ser racionalizado, modificado, extraído, em benefício do progresso, do lucro e do poder, custe o que custar, o que, convenhamos, é um pensamento nem um pouquinho sustentável.
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